Parte VI · 4 — Domínios aplicados (Brasil)
Onde a fórmula "modelo aberto + fine-tuning + domínio + dados proprietários" vira produto — com mercados brasileiros concretos.
🎨 Figura
F-VI.4— Da fundação ao produto local. Brief: um modelo-fundação aberto descendo por três funis rotulados Direito, Finanças, Educação, cada um saindo como um produto B2B brasileiro. Paleta do Compêndio.
4.1 Direito brasileiro
Modelo fine-tunado para direito BR (CF88, CLT, CDC, jurisprudência STJSTF) com RAG sobre jurisprudência atualizada. Mercado ~R$160bi/ano. Viável para equipe pequena com parceria com escritório.
- Base: Qwen2.5-14B ou Llama 3.3-70B; pipeline SFT → DPO → RAG jurisprudencial
diário; produto SaaS B2B (R$2–10kadvogadomês).
4.2 Finanças
LLM fine-tunado para análise fundamentalista setorial brasileira, compliance CVM/BACEN, ou wealth management personalizado — viável e valioso.
4.3 Educação
Tutor de ENEM/vestibular fine-tunado com RAG sobre editais + banco histórico de questões. Mercado: ~5M vestibulandos/ano.
4.4 O padrão que se repete
Em todos: dados proprietários do domínio (jurisprudência, séries regulatórias, banco de questões) são a vantagem defensável; o modelo-fundação é commodity. A parceria com quem detém os dados (escritório, corretora, cursinho) é o ativo — exatamente a tese da Parte V, doc 07-estudo-de-caso-kode.kmd.
Dados como gargalo: em domínios aplicados e científicos, dados — não compute nem arquitetura — são o gargalo. Sua vantagem estratégica começa aí.