Parte IV · Cap. 04 — Vision Transformer (ViT)
Conexionista · Visão · Transformer. Aplica atenção a patches de imagem, unificando visão e linguagem sob a mesma arquitetura. Card:
../02-tipos-de-ia/02-conexionista.kmd.
🎨 Figura
F-IV.4.0— Imagem como sequência de patches. Brief: imagem recortada em grade de patches, cada patch virando um token com setas de atenção entre eles; ao lado, o mesmo bloco Transformer da figura do LLM, mostrando a unificação.
1. Definição e história curta
Trata a imagem como sequência de patches e a processa com um Transformer encoder. Linhagem: ViT (2020) → DeiT, Swin, DINO (auto-supervisão), CLIP (texto↔imagem), SAM (segmentação). Tornou-se base dos modelos multimodais.
2. Fundamentos
- Álgebra linear — atenção
softmax(QKᵀ/√d)Vsobre patches. - Probabilidade / auto-supervisão — pré-treino contrastivo (CLIP) e masked
(MAE).
- Linguística + óptica — alinhamento texto-imagem (CLIP) une as modalidades.
- Teoria do aprendizado — ViT precisa de mais dados que CNN (menos prior
espacial), mas escala melhor.
3. Algoritmos e arquiteturas
- Patch embedding — divide a imagem, projeta cada patch em vetor + posição.
- Encoder Transformer — atenção global desde a 1ª camada.
- Pré-treino — supervisionado, contrastivo (CLIP), ou *asked
autoencoding*(MAE/DINO).
- Variantes — Swin (janelas hierárquicas), híbridos conv-ViT.
4. Insumos
- Hardware: GPU; treino exige grandes datasets/compute.
- Dados: imagens (e pares imagem-texto para CLIP) em escala web.
- Estruturas de dados: tensores de patches, embeddings conjuntos texto-imagem.
- Sistemas: mesmos do Transformer (PyTorch/JAX, paralelismo).
5. Ciclo de vida especializado
| Etapa | Especialização |
|---|---|
| 0 Problema | Classificação, retrieval texto-imagem, segmentação, base multimodal |
| 1 Dados | Imagens/pares imagem-texto (LAION), filtragem e deduplicação |
| 2 EDA | Cobertura de conceitos, viés de caption, contaminação |
| 3 Modelagem | ViTSwin, tamanho de patch, objetivo (contrastivomasked) |
| 4 Treino | Pré-treino em escala + fine-tune; CLIP usa contrastive loss |
| 5 Avaliação | Zero-shot (CLIP), acurácia, retrieval, robustez |
| 5.5 Homologação | Testes de viés, robustez, integração como encoder multimodal |
| 6 Produção | Encoder de features para busca/multimodal; quantização |
| 7 Monitoramento | Drift de domínio, qualidade de retrieval |
| 8 Retreino | Novos conceitos, fine-tuning de domínio |
| 9 Governança | Viés de representação, privacidade, uso em vigilância |
6. Capacidades, modos e modalidades
Espacial/visual + ponte para linguística (CLIP): classificação zero-shot, busca texto↔imagem, base perceptual de LLMs multimodais (ver cap. 14).
7. Limites, riscos e ética
Fome de dados; herda vieses dos captions; mesmos riscos de visão (vigilância, representação). Menos prior espacial que CNN (precisa de escala).
8. Estado da arte e exemplos
CLIP, DINOv2, SAM, Swin; ViT é hoje o encoder visual padrão dos modelos multimodais de fronteira.