Parte IV · Cap. 19 — Rede Bayesiana

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Probabilística · Inferência causal/diagnóstico · Grafo acíclico dirigido (DAG). Representa dependências condicionais entre variáveis e infere probabilidades posteriores. Card: ../02-tipos-de-ia/03-probabilistica.kmd.

🎨 Figura F-IV.19.0Crença que se propaga. Brief: DAG de variáveis (ex.: sintoma→doença) com tabelas de probabilidade; evidência observada atualizando posteriores pelo grafo.

Rede bayesiana (DAG)

1. Definição e história curta

Modelo gráfico probabilístico (Judea Pearl, anos 1980-90; Turing Award 2011) que fatora uma distribuição conjunta por dependências. Base do raciocínio causal.

2. Fundamentos

  • Probabilidade — regra de Bayes, independência condicional.
  • Teoria de grafos — DAG, d-separation.
  • Inferência causaldo-calculus, intervenções.
  • Estatística — estimação de parâmetros.

3. Algoritmos e arquiteturas

  • Estrutura — DAG + tabelas de probabilidade condicional (CPTs).
  • Inferência exatavariable elimination, junction tree.
  • Inferência aproximadabelief propagation, MCMC, variacional.
  • Aprendizado — de estrutura e de parâmetros (a partir de dados).

4. Insumos

  • Hardware: CPU; inferência pode ser cara (NP-difícil no geral).
  • Dados: observações para estimar CPTs; conhecimento de domínio para estrutura.
  • Estruturas de dados: DAG, CPTs, factor graphs.
  • Sistemas: pgmpy, bibliotecas de inferência probabilística.

5. Ciclo de vida especializado

Etapa Especialização
0 Problema Diagnóstico/risco com incerteza e necessidade de explicação causal
1 Dados Observações + conhecimento de estrutura
2 EDA Correlações, independências, dados faltantes
3 Modelagem Definir/aprender DAG; CPTs
4 Treino Estimar parâmetros (e estrutura) dos dados
5 Avaliação Calibração, log-likelihood, acerto diagnóstico
5.5 Homologação Validar estrutura causal com especialistas
6 Produção Inferência posterior dada evidência; explicável
7 Monitoramento Drift de distribuição
8 Retreino Reestimar com dados novos
9 Governança Transparência causal, uso em decisão sensível

6. Capacidades, modos e modalidades

Intelectual/diagnóstico: diagnóstico médico, avaliação de risco, raciocínio causal, fusão de sensores; incerteza calibrada e explicável.

7. Limites, riscos e ética

Inferência exata é cara; estrutura causal difícil de aprender; não escala a dados não-estruturados. Ponto forte: causalidade e interpretabilidade.

8. Estado da arte e exemplos

Diagnóstico, risco, causal inference (Pearl); convergência com deep learning em deep probabilistic models e causal ML; relevante onde causa importa mais que correlação.